26.2.08

Território Madeira Mamoré

Uma articulação de organizações da sociedade civil está enfrentando de frente os graves problemas sócio-ambientais de Rondônia, causados pela lógica de desenvolvimento econômico estimulada pelo governo estadual (madeira, pasto, soja), agravados pelas consequências da hidrelétrica Santo Antônio - Jirau e pela ausência de vontade pública federal de enfrentar o inferno que por lá se instala.

Essas organizações acabam de lançar um site para disseminar informações sobre os problemas locais e as alternativas realizadas para sua superação.

Visitem o Território Madeira Mamoré em http://www.tmm.org.br/.

23.2.08

Brejas, Malecón y Cia

Muy bien. Ultimo post antes de voltar ao Brasil. Managua, Nicaragua. A todos que perguntei (não forma muitos) ninguém esta feliz com Daniel Ortega (FSLN). Polêmicas.

E hoje desci para tomar café e encontrei uma mesa repleta de mulheres lindissimas. Todas. Vieram até alguns chineses tirar fotos com elas tal era o fascinio que provocavam. Passei na banca para mirar o periódico. E descobri que hoje a noite é a final do concurso Miss Nicaragua e todas as canditadas estão aqui, ao meu lado. Que bom esse colirio no final da viagem.

Trabalho duro e bom pela manhã. Granada a tarde. Bonito, mas Antigua (Guatemala) dá pau geral. Mais bonita e charmosa. Mas ok, o lance é conhecer. E no final da tarde fui tomar uma breja Toña, a campeã absoluta do meu ranking centro americano (competiram: Indio, Mex; Gallo; Guatemala; Bahia (!) e Golden; El Salvador y Toña, Nic). Fui parar no Malecon de Granada sem charme nenhum, cachorro magro no meio das mesas, cheiro de desinfetante do banheiro, sujeira no chão, etc. Ok, aqui estou, vamos nessa. Me lembrou a beira do Rio Madeira em Porto Velho onde os copos para breja são de plástico. Eu lá reclamei com o garçom, pedi o tradicional americano de vidro. Não tem, de jeito nenhum. Lugar de muitas brigas, o copo virava arma. Beleza. Olhei pro lago de Granada (que não sei o nome). Três caras bad boy me filmando geral. Pensei: vou rodar, sem dúvida. Filmando geral. Tentei me lembrar de todos os golpes de capoeira que já treinei na vida e arquitetar um plano de fuga. Mas eram três, eu já tinha perdido de saída. Ok, então uma breja. Logo duas e também a terceira. O ambiente mudou. O cachorro não era tão magro assim, a música péssima não era tão ruim assim. E os caras foram embora sem me cobrir de porrada e roubar meus poucos doláres que resistiram a essa viagem. Tudo coisa de minha cabeça. Que bom. Destaco do mapa turistico o nome de Salomón de La Selva, poeta Nic. Não o conheço, mas botei na lista.

22.2.08

Revolución en Nicaragua



Aqui sim! Cheiro de canos fumegantes. Daniel Ortega na presidência. Polêmicas. Solo un dia. A ver y aprender.
Bota o som no talo y toca o video!

Veja também "Revolución Sandinista Julio de 1979 (triunfo del FSLN)" que irá aparecer no menu ao final deste video.

21.2.08

Outra coisa

[El Salvador]

Existem outras coisas. Amarelo do mato seco. Chão de terra, claro. Cana de açucar por onde andamos. A OIT considera a sua colheita uma das piores formas de trabalho infantil do país, a meta é tirar. Há outras: exploração sexual (ninguém tá se metendo com isso!), niños basureros (lixo), pescados e trabalhos nos mercados. Acho que é isso, mas não peguem como dato oficial. Entro e saio de escolas, aqui o negócio ficou meio turistico, não agitaram reuniões com educadores (como o México) ou mães (como na Guatemala). Entro e saio. Milhares de muleques na canja de futebol. Uma outra escola que é uma casa, um nada no meio de um quase nada. Destelhada por uma ventania em novembro. Grama e um escorregador de concreto pro lazer. A coordenadora do programa que avalio, sempre muy amable, anda preocupada com a beleza do piso da sala onde vão colocar computadores. Ai ai. Mas foi bom sair da cidade pra olhar um pouco pra dentro do país. Bonito por aqui. Lá no fundo um vulcão.

20.2.08

Entender.........?


Foto: Frederico Mendes (1980).

Eu vinha cheio de fantasias e esvaziado de informações. El Salvador habitava meu imaginário sobre as guerrilhas revolucionárias de los oitenta, a FMLN (Frente Farabundo Marti para La Liberacion Nacional), montanhas, tiros, marxismo, sei lá. É claro que eu não esperava chegar em uma cidade entrincheirada ou coisa assim. Alias eu não sei o que eu esperava, talvez um certo aroma de pólvora, sei lá sei lá sei lá. Mas a cidade é o contrário de tudo. Cheguei faz muito pouco, um dia só, cheio de reuniões, claro que não deu pra sacar. Mas tem um mundo meio Miami por aqui, a economia é dolarizada, a estética é gringa, os restaurantes são estilo EUA, enfim, nada que me aponta uma identidade local. É claro, estou aqui faz só algumas horas.

Sei lá sei lá. Nessa tarde, numa reunião na ong FUSAL conheci uma senhora que me apresentou um projeto power consistente. Participação comunitária, sensibilidade, paciência com os processos históricos de transformação. É isso, pode ser isso o carro tombado no meio da rua. Não entendo nada. Escrevo contradições.

E a boa senhora me disse de uma metodologia chamada SARAR, que trabalha com desenhos pra discutir a situação de niños trabajadores. Eu fiquei chapado, pois estamos na véspera de publicar o resultado do trabalho com QUADROS, um método animal que criamos pra mediar diálogos com jovens em situação de exclusão social. Sai em maio, aguardem. Os desenhos são do Alexandre de Mayo, que ilustrou Os Inimigos Não Mandam Flores, roteirizado pelo Ferrez.

San Salvador é a capital onde estou. Enfim, não entendi ainda, claro. Estou aqui só faz algumas horas. Amanhã caio pra uma escola, área rural, a vibe deve ser outra. Mas não terá cheiro de canos fumegantes, claro. Como sou babaca com essas fantasias. Vamos ver vamos ver.

19.2.08

adios

[esse teclado gringo naum me deixa usar acentos e LTDA]

Fica frio comandante. To na area. daqui prai eh um pulo. É só eu me jogar de braçada no mar. Granma sem grana moderno. me encontra na praia. com a breja gelada. e hablamos y hablamos de la revolucion. vi que o trotsky quis (naum sei se conseguiu) tirar o diego rivera do movimento socialista porque o sujeito naum respondia suas cartas a tempo. credita? eu nao, nem frida kaloh, que lhe mandou uma resposta detonando. la moza roja. animal ela.

enfim comandante. a mudanza pode ser boa. mi abuelita siempre me lo diz. e nao esquece a breja gelada. alias, tem breja em cuba? nacional o importada? blz. se faltar, me traz um mojito. y un puro.

Saludos.


[Desde Antigua, una bela ciudad. Guatemala. Amanha eh dia de El Salvador.]

18.2.08

A Casa da Sra. Pilar

Cid. Guatemala.

Foi difícil. O chão de tacos de madeira. O mundo envolvido em mansidão. Era só subir as escadas. Toc Toc. A luz que batia na cama tinha a idade de minha avó. E ficava ali, tranquila, no tempo dela. A casa da Sra. Pilar, sem conforto de hotel, eu acho que não existe. Foi uma estadia imaginária, num lugar que fantasiei na Guatemala. Por isso tive que ir embora, pra sofrer na hora de sair, me arrepender na esquina, levado pela racionalidade moderna dos que aqui me acolhem. Lá era pra se ficar só alguns instantes, pra guardar como fragmento, interstício de coisa rara, dessas que tem que se viver pouco pra que sejam grandes. Demorei a sair, sentei na sala, alonguei minha desculpa mentirosa que me tirava dali.

Carregava o mesmo sentimento que tive ontem, domingo, na cozinha de Frida Kahlo, na Casa Azul. Aquela em que viveu com Diego Rivera e onde está montada uma exposição belíssima, de engolir o choro. A cozinha com mesa e cadeiras coloridas, fogão a lenha enorme, azulejos. Cheia de abraços pra quem nela entra. Fiquei horas ali nos poucos minutos em que a desfrutei. A cozinha de Frida e o mundo da Sra. Pilar. Acho que estou entre fantasmas, mas daqueles bonitos como os que habitam o mundo de Pedro Páramo.

Que pena que fugi pra terra dos vivos, que me queriam em um hotel adequado, perto de tudo, cheio de botões e pirotecnias. Abri mão das inutilidades mais importantes que existem pra me cercar de eficiências.

Perdi minha poesia nessa tarde. Deixei ela lá, parada na sala, no ritmo da casa da Sra. Pilar.

16.2.08

La Santa


Santa Guadalupe
[México]

Azteca

Quetzalcóatl

[México]

La Peor

[México]
Escuela Marcelino D'Avalos.

Fica no Centro Histórico. Caminhamos por calles antigas que antes eram ocupadas por camelôs. O governo limpou tudo. Às vezes ainda explode um conflito por causa disso. A lá 25 de março. A escola tem 160 alunos. Era dia de festa, sem aulas, comemoração na quadra.

Ao entrar na escola ficamos próximos ao portão. Uma das educadoras se aproxima e com ela uma menina vestindo boina rastafari. Apresentações. ? Sabes de donde és este chico? De Brasil. Sorriso tímido, foi embora. A educadora conta que essa menina, Jéssica, pintou o cabelo de vermelho. Queria se fazer fashion. É de uma etnia indigena e ao chegar em casa a mãe não tolerou e lhe arrancou a cabeleira. Como assim? Isso mesmo, arrancou, já era, dundun, ela ficou careca. Agora já esta melhor. Por isso a boina. Não sei se entendi. Se foi um ato para defender a sua cultura original, porque a nomearam de Jéssica, baita nome americanizado, com aroma de As Panteras anos 70?

Entramos na sala pra conversar com um grupo de seis educadoras (promotoras). Elas trabalham em 5 escolas no DF. Essa és considerada la peor por causa da violência. Começa a me lembrar o Brasil. Violência entre niños, professores y niños, pais y niños, direção y niños, professores y professores. Enfim, pegou um pegou geral (parabéns ao Padilha que levou o Urso de Ouro!). Dizem que a direção perdeu o controle. Já era.

As promotoras são animadas, engajadas, mobilizadas, lindas. Enfrentam a coisa de frente. Mas sabem dos seus limites, claro.

E contam que os niños de origem indigena são discriminados entre os demais. E como quase todos são niños trabajadores, desenvolveram outra forma de discriminação: o bem que se comercializa. Aquele que vende tênis tem mais força na hierarquia do que o que vende verduras. Criaram novas castas, modernizaram o arcaico. Tem muita roça pra carpir por aqui.

Conversa acabou. Saimos. Lindo o centro histórico. Uma aglomeração de gente à beira de uma obra com dutos no meio da rua. Perguntamos que pasa. Acharam uma pedra com desenhos, herança pré-hispânica. Incrível.

15.2.08

DF

Cid. de Mexico.
DF, como la llaman por acá.
Cabeza un poco tonta con la mescla de tequila y cerveza Indio.

Incrivel essa cidade. Grande, larga (essa expressão se aplica bem). Ou melhor: ancha. Parece que tem muita força por trás de tudo o que olho. Não sei porque, mas há coisas que me lembram a Índia. A chegada pelas bordas, as paredes de concreto feio preenchidas de cartazes coloridos, o trânsito, ...

O trânsito é uma neura, patologia, habita as calles e o imaginário das pessoas. E existe, de verdade, ruas travadas. E espalha medo, de verdade, falou-se muito nisso.

Dia em paz. Reunião em paz. Conversa sobre trabalho infantil numa sociedade que tolera o trabalho infantil. Mesa curta, cinco pessoas ao redor, almoço divertido, gente risonha, amable.

Ao final, en la mesa del bar me preguntaran acerca del proyecto. O que vc achou? Fui sincero. A coisa vai bem, é nascente ainda, mas não vi / senti onde está la pásion (sen eso, no hay desarollo social). As meninas se entreolharam e concordaram com a pergunta.

Mañana una escuela. La peor, disse Cintli durante o almoço. Adorei. La peor.

13.2.08

Librerias

Ciudad de Mexico.

Primeiro dia, vôo de madrugada, véspera de reunião importante que me deixa nervoso. Chego depois do almoço. Dia de pegar leve, carregar baterias pro trabalho. Passeio na rua, sem compromisso. Quero apenas uma livraria.

Dois autores: Bolaño, que o Gui Werneck me apresentou em 2006 quando me presentou com Noturno do Chile (Companhia das Letras). Depois peguei dele emprestado Estrella Distante (Anagrama). Os dois incriveis. Meu pai esta com o 2666, que deve ter quase 1000 páginas. Eu caço Los Detectives Salvajes. Engraçado que depois que teminei o Estrella Distante, foi dificil ler outro autor. Parecia que eu tinha necessidade de Bolaño. Li apenas Seda, de Alesssandro Barrico que uma amiga me enivou por Sedex, presente supresa de natal+aniversario+fim da ano + sei lá o que. Ótimo. Nem comentei com ela que adorei. Meio Hai kai a narrativa. Mas depois desse travei. Vai entender.

E buscava também, claro, o Dussel: 20 Tesis de Politica. Que eu saiba o seu último livro, saiu em 2006. Pequeno, sencillo. Dirigido primeiramente aos jovens diz a quarta capa. No Brasil ele foi publicado pela "Expressão Popular" que, se não me engano, esta ligada ao MST. Mas pra comprar nas livrarias paulistas tem demora de dias infinitos, pois não era livro que se tinha nas prateleiras. E eu sempre tive preguiça dessa espera. Fora que originais são sempre mais prazerosos. Agora o tenho. He he he. Excelente. Depois postarei as 20 tesis.

Agora vou me preparar pro dia de amanhã. Ai ai. Meus santos me ajudem.

12.2.08

Diários da Motocicleta

On the road na América Central.

México, Guatemala, El Salvador y Nicarágua. Tudo muito rápido.

Vou ver o mundo da janela do trem. Veloz. Me lembro de "A vã pergunta" de Vinicius de Moraes. Como ela já foi importante pra mim.....

Enviarei posts regados a calor, conversas com quem labuta contra o trabalho infantil, um pouco de tequila, quiça un gusano, o constante desejo da mescalina castañeda, poluição, Santa Guadalupe

[quero uma imagem dela / quero participar da loucura de sua festa /
Desde que fui ao Maha Kumbh Mela na India criei fascinação pelas aglomerações religiosas.] Amém.

e outros que vou sacar.

Passarei pela terra onde vive Dussel, o filósofo. Que tento entender. E o que já entendi me fez entender mais desse mundo.

Duro será deixar três niños pequeninitos en casa y Carolina.

Pero seguimos. Hasta donde no lo sé.

Saludos.

10.2.08

Forever

Por graça divina Jofre era imortal. Marcou bobeira, pegou prisão perpétua.

9.2.08

Rondônia Medonha

Desmatamentos e queimadas generalizadas no interior da Reserva Extrativista Rio Jaci-Paraná.
Foto: Kanindé – Associação de Defesa Ethnoambiental, 2007.

Fui a Rondônia pela primeira vez no início de 2007 para fazer conversas com algumas comunidades, capitaneado pelo pessoal da WWF-Brasil. Fiquei muito impressionado com a situação. Requento um diário de bordo que trouxe na bagagem:

[13.03.07] Rondônia, medonha. Apelido carinhoso de quem por lá batalha. Porto Velho impressiona, a cidade cresce com o dinheiro da madeira que tomba ilegalmente na mata. Esconde a periferia beradera nos barrancos do Rio Madeira. Cortamos pela estrada. Curva a direita pra fugir da BR esburacada e ganhar atalho em direção a Machadinho D'Oeste. Placas indicam Cujubim. Terra, o 4x4 sacoleja. No caminho, toreros, caminhões sem placa carregando arvores enormes. Olhamos e somos olhados. Mata e pasto na paisagem. Horas depois, fumaça saindo de chaminés grossas, Cujubim, que se apresenta como ponto vistoso e forte no mapa oficial do Estado de Rondônia. É nada, literalmente. Duas serrarias imensas, esparramadas pela estrada, uma na frente da outra. Um bêbado. Uma caminhonete importada com vidros fumê e placas de Curitiba, cidade concentradora de indústrias madeireiras.

Encontro com seringueiros. Conversa flui. Estão cercados. Madeireiros por todos os lados. Entram, cortam, tiram, invadem, barbarizam. Se negar, matam. Relato emocionado de Terezinha sobre a morte de Batista, líder comunitário. Ceifado em casa. Na esquina me dizem sobre os dois assassinados nos seus lotes. Picados e jogados em buraco de tatu, fogo ateado no barraco. Seu Pedro sentencia "vida a gente não compra no mercado". O movimento social se enfraquece, a luta é desigual. Há tendência a coadunar, não se vê saída. O jogo é de peixe grande. Executivo e legislativo local com interesse financeiro na situação. O Ministério do Meio Ambiente já foi informado, Marina Silva esteve por lá em reunião com ambientalistas. Nada fez, nada muda. Tudo segue. "É a vez de Rondônia", o slogan do governador.

Garimpeiros chegam do esvaziado bolsão de Serra Pelada. Te abordam na rua, apresentam currículo, bons no garimpo de terra e de água, manejadores de moto serra. No restaurante Robson agradece a seus anjos da guarda por lhe levarem a Rondônia. Tá na luta, amanhã vai buscar lugar pra morar. Na partida reparo que meus adornos de dedo feitos de tucumã se perderam no caminho. É para entregar os anéis? Penso. Mas olho Ana e Robson e Juan e Mareto e um punhado de outros. E Luiz, meu parceiro, enuncia perfeito à beira dum café no aeroporto: me emociono com gente assim. De volta pra selva cinza paulista.


Esse ano continuo com o trabalho por lá. A coisa tá quente. Rondônia vai gerar muitos posts, com certeza.

Glossário

Trabalha no 12 (e/ou) Tá no 12: (expressão ou movimento) Labuta ligada a venda de cocaína, maconha, crack, merla e outros do gênero. Vulgo traficante. Alternativa de renda mais viável pra moçada das periferias. Nele se ganha arma e posição.

“Qué pegá mulher? Põe o cão na cintura” nos disse um muleque uma vez. Outro, feio de doer, não tirava o cromado nem para ir na padaria. De fato as meninas pagam pau. Quem tá no 12 tem moral. E pode ter motinho. Aí, já era.

E por falar em merla (falei no começo do post), essa droga é uma merda geral. Pelo que já ouvi a Região Norte (Belém, Porto Velho, Macapá) já usa muito. O Cerrado também. Para entender o que é, o melhor é ler o texto que o MV Bill escreveu nos capítulos iniciais de Cabeça de Porco (Objetiva, 2005). A descrição que ele faz da sua visita à casa da velha senhora traficante é sensacional.

Glossário

Ribeirifeira: (substantivo femino) região de habitação popular que fica na beira do Rio Madeira, nas imediações de Porto Velho (RO). É uma mistura de povo ribeirinho com periferia urbana. Centro fértil de inquietações e inconformações. Núcleo de manifestações artísticas e reivindicatórias. Alguns pescam, enquanto ainda há peixe.