Não vi o Frei Betto naquela quinta de muito sol pela manhã.
Não vi Marina Silva e Leonardo Boff, que Rogério disse por SMS ter sido histórico.
Não acompanhei Boaventura de Souza Santos e Oscar Jara.
Me ausentei da mesa onde estava Michael Lowy falando do Ecossocialismo. Tenho certeza que o Juan, grande figura, sujeito moleque e já muito letrado em Marx, grande facilitador dos complicados processos em Rondônia, estava neste debate. Absoluta certeza. Ele que me chamou a atenção para isso ao me regalar o livro Ecologia e Socialismo, de autoria do próprio Lowy.
Passei muito longe do Lula, desinteressado no que ele diria.
Não consegui acompanhar a oficina sobre educação ambiental, mas pelo menos cheguei à tempo de cumprimentar os amigos que a organizaram.
Minha única participação no debate sobre educação nas prisões foi para distribuir panfletos da atividade QUADROS.
Entre outros.
Então, afinal de contas, o que eu vi ou fiz ou participei no Fórum? O que aconteceu lá?
Rapaz, penso nessa pergunta. Mas ainda tenho resposta pouco organizada.
No fundo o que me fez sentido foram as caminhadas pelos campos intergalacticos, onde a fogueira era boa, e o mundo se desdobrava no encontro de comunidades de paz. Uma plenitude simbólica. Racionalizar isso tudo é possível, mas não quero. Ficarei assim, com um Fórum Social Sensorial. Sem cabeça, só com a barriga. Um fórum que não me trouxe discursos, mas sim aromas, pequenas mágicas, poderosas e reveladoras.
Mas como descrever isso? Não dou conta. Não não. Só meio molhado de chuva, chupando manga verde ardida ardida, derrubada a pedradas depois do trigéssimo (ou mais) lançamento, comendo sopa comunitária onde exagerei na pimenta, mas comendo, suando, tossindo e comendo até o final, ciranda ao redor da fogueira, mosquitos, banhos madrugada adentro para refrescar, descanso na tenda indigena de cura, conversas com pessoas que viraram bons amigos, encantos de fada Sininho vestida de vermelho. E muito mais poeiras, coisinhas, besteiras sem sentido ou babacas para qualquer um. Mas todas muito mais fortes e significativas do que qualquer grande fala, discurso, debate e etc.
Aos poucos entendo e não entendo e será assim. Fazem sete anos que voltei da longa viagem à India e ainda não a entendi. Meio burro? Talvez. Meio hippie? Chamo de neo hippie. E ponto, sem ponto, que deve ser então uma vírgula.
31.1.09
Blog de Quadros
30.1.09
Parto
Hora de ir embora, sempre difícil isso no Fórum. Mas valeu, valeu demais. Depois, talvez, a depender do choque de voltar a sampa cinzenta, escrevo mais sobre isso aqui.
Terra do Nunca
Fui entendendo o vasto espaço que me traz sensação de vazios, o fórum e eu, da dimensão desses rios, que não tem dimensão, nem métricas, com árvores grandes na beira, beira beira beira, palavra bonita essa, na beira na beira na beira, acho que ontem a noite, no acampamento, claro, entre os neo-hippies da Aldeia da Paz, na beira da fogueira, entre conversas aqui e ali, a sopa comunitária que estava rala, compreensível, mas temperada, saborosa, ali, sempre com uma árvore grande perto, e uma delas se chamava piranheira, ou algo assim, cheia de espinhos no tronco gordo.
Pela paz, pela paz, arco íris pela paz. Entendi que este fórum carrega um pó mágico. Igual àquele de Sininho, que fazia as crianças voarem. Tem lugares e gentes que voam nesse fsm. Tudo é pequenininho. Uma conversa, um sorriso em uma intervenção com bonecos, uma música, uma escuta de uma fala que te envolve, seja ela longa ou curta, de gente conhecida ou não. Uma bicicleta. Tem uma bicicleta incrível no acampamento. Do povo bicicleteiro, que traz exposição de magrelas. A chuva que é sempre uma cachoeira. O caminho amarelo que faz encontrar os dois pavilhões do fórum. Espantalho, Homem de Lata e Leão. Dorothys passaram por aqui. As duas, Stang - lembrada em filmes e discursos - e a dos sapatos mágicos que quer encontrar OZ. Dobrar panfletos como origami olhando o Rio Guamá. O pó mágico se espalha nestes ciscos. E vai fazendo esse fórum, outro fórum, novo fórum, onde não busco a intelectualidade, a dureza da racionalidade, o querer sair mais inteligente, alimentado de argumentos, erudito para dar opinião como articulista. Não não.
Pela paz, pela paz, arco íris pela paz.
Pó mágico na Aldeia da Paz, que abriga também os grupos de agroecologia. Os hare krishna fariam cantoria hoje as 5 da manhã, hare hare. Tentei ficar até eles aparecerem, busquei abrigo na tenda de cura, cheirosa como sauna, mas os mosquitos não deixaram. Bora pra casa. E lembro que, não sei porque, nem idéia, eu trouxe para cá o belo pano-manto indiano com a imagem de Rama. Hare Rama. O príncipe a quem Hanumman era fiel. Hanumman, Hanumman, Hanumman, traz sua força pra esse ano que é do boi.
Hare krishna, krishna krishna, hare rama, krishna rama.
Arion Arion Arion.
Shivaa Shivaa Shivaa.
A cantora de sorriso largo reapareceu na fogueira sagrada. E cantou "pela paz pela paz, todos juntos pela paz".
Pela paz, pela paz, arco íris pela paz. Entendi que este fórum carrega um pó mágico. Igual àquele de Sininho, que fazia as crianças voarem. Tem lugares e gentes que voam nesse fsm. Tudo é pequenininho. Uma conversa, um sorriso em uma intervenção com bonecos, uma música, uma escuta de uma fala que te envolve, seja ela longa ou curta, de gente conhecida ou não. Uma bicicleta. Tem uma bicicleta incrível no acampamento. Do povo bicicleteiro, que traz exposição de magrelas. A chuva que é sempre uma cachoeira. O caminho amarelo que faz encontrar os dois pavilhões do fórum. Espantalho, Homem de Lata e Leão. Dorothys passaram por aqui. As duas, Stang - lembrada em filmes e discursos - e a dos sapatos mágicos que quer encontrar OZ. Dobrar panfletos como origami olhando o Rio Guamá. O pó mágico se espalha nestes ciscos. E vai fazendo esse fórum, outro fórum, novo fórum, onde não busco a intelectualidade, a dureza da racionalidade, o querer sair mais inteligente, alimentado de argumentos, erudito para dar opinião como articulista. Não não.
Pela paz, pela paz, arco íris pela paz.
Pó mágico na Aldeia da Paz, que abriga também os grupos de agroecologia. Os hare krishna fariam cantoria hoje as 5 da manhã, hare hare. Tentei ficar até eles aparecerem, busquei abrigo na tenda de cura, cheirosa como sauna, mas os mosquitos não deixaram. Bora pra casa. E lembro que, não sei porque, nem idéia, eu trouxe para cá o belo pano-manto indiano com a imagem de Rama. Hare Rama. O príncipe a quem Hanumman era fiel. Hanumman, Hanumman, Hanumman, traz sua força pra esse ano que é do boi.
Hare krishna, krishna krishna, hare rama, krishna rama.
Arion Arion Arion.
Shivaa Shivaa Shivaa.
A cantora de sorriso largo reapareceu na fogueira sagrada. E cantou "pela paz pela paz, todos juntos pela paz".
Arco íris pela paz
Pela paz, pela paz, arco íris pela paz
Pela paz, pela paz, todos juntos pela paz
Pela paz, pela paz, arco íris pela paz
Pela paz, pela paz, todos juntos pela paz
Pela paz, pela paz, arco íris pela paz
Pela paz, pela paz, todos juntos pela paz
Pela paz, pela paz, arco íris pela paz
Pela paz, pela paz, todos juntos pela paz
Pela paz, pela paz, todos juntos pela paz
Pela paz, pela paz, arco íris pela paz
Pela paz, pela paz, todos juntos pela paz
Pela paz, pela paz, arco íris pela paz
Pela paz, pela paz, todos juntos pela paz
Pela paz, pela paz, arco íris pela paz
Pela paz, pela paz, todos juntos pela paz
29.1.09
O grande espaço
Diferentes, diferente de como era, claro e que bom. Sensação de esvaziamento, não estou escutando tantos gritos de guerra ou panfletagens anti-capitalistas, meu parceiro discorda, atribui à dispersão do espaço do fórum, grande, grande mesmo, o campus da universidade vai beirando o Rio Guamá, bonito, de água marrom.
Eu divulguei a atividade QUADROS, me reuni com gente interessante e nem tanto. No caminho de uma oficina de arte educação precisei do banheiro. Ali, perto, num rápido desvio de rota. Cheguei, quanta gente, confusão. O banhaeiro livre, mas a sala ao lado abafada de gente. Olhei. Era o Boaventura de Souza Santos. Fiquei um pouco. Ele que para mim sempre traz boas balizas teóricas para o fsm. A conversa era sobre o poder judiciário e sua relação com os direitos humanos. Papo ancorado em uma pesquisa da Renap - Rede Nacional de Advogados Populares. E agora o Boaventura traz para o debate o judiciário. Confesso que adorei o pouco que vi. Lembrei do pessoal engajado, animado e inteligente do IDDD, bela luta a deles. E peguei munição para a oficina que mediaria esta manhã, sobre o ECA. Que foi bem, saiu até uma carta com sugestões para a organização do FSM.
Mas larguei boas venturas e ainda insisti na arte educação. Que bom que estava lotado. Porque perguntei sobre a dinâmica e a moça me falou que a conversa em pequenos grupos resultaria em uma escultura corporal de cada participante. Ok, mas na boa, eu odeio essas dinâmicas. Zigue zagueio. E encontro o pessoal do CEDECA Interlagos carregando uma poderosa intervenção de bonecos. Me amarrei por ali, seguindo junto no jantar de frango, na tentativa de curtir o show do Seu Jorge, que não tava legal e etc.
Daqui a pouco o Lula. Mas não vou. Bem me disse o Rogério, o cara coloca o Carlos Minc no ministério do meio ambiente e vem falar no FSM que tem foco na Amazônia? Na boa, é muita contradição.
E foi lindo, hoje de manhã, no caminho de minha oficina, ouvir ao lado o Frei Betto, que dizia de ecologia (que é um termo que ele rapidamente desconstruiu) e chamou uma meditação. Tive vontade de ficar, mas a oficina me esperava.
Sempre tem coisas bonitas no Fórum.
Eu divulguei a atividade QUADROS, me reuni com gente interessante e nem tanto. No caminho de uma oficina de arte educação precisei do banheiro. Ali, perto, num rápido desvio de rota. Cheguei, quanta gente, confusão. O banhaeiro livre, mas a sala ao lado abafada de gente. Olhei. Era o Boaventura de Souza Santos. Fiquei um pouco. Ele que para mim sempre traz boas balizas teóricas para o fsm. A conversa era sobre o poder judiciário e sua relação com os direitos humanos. Papo ancorado em uma pesquisa da Renap - Rede Nacional de Advogados Populares. E agora o Boaventura traz para o debate o judiciário. Confesso que adorei o pouco que vi. Lembrei do pessoal engajado, animado e inteligente do IDDD, bela luta a deles. E peguei munição para a oficina que mediaria esta manhã, sobre o ECA. Que foi bem, saiu até uma carta com sugestões para a organização do FSM.
Mas larguei boas venturas e ainda insisti na arte educação. Que bom que estava lotado. Porque perguntei sobre a dinâmica e a moça me falou que a conversa em pequenos grupos resultaria em uma escultura corporal de cada participante. Ok, mas na boa, eu odeio essas dinâmicas. Zigue zagueio. E encontro o pessoal do CEDECA Interlagos carregando uma poderosa intervenção de bonecos. Me amarrei por ali, seguindo junto no jantar de frango, na tentativa de curtir o show do Seu Jorge, que não tava legal e etc.
Daqui a pouco o Lula. Mas não vou. Bem me disse o Rogério, o cara coloca o Carlos Minc no ministério do meio ambiente e vem falar no FSM que tem foco na Amazônia? Na boa, é muita contradição.
E foi lindo, hoje de manhã, no caminho de minha oficina, ouvir ao lado o Frei Betto, que dizia de ecologia (que é um termo que ele rapidamente desconstruiu) e chamou uma meditação. Tive vontade de ficar, mas a oficina me esperava.
Sempre tem coisas bonitas no Fórum.
28.1.09
Féculas
Uma chuva amazônida (com d mesmo) inundou a marcha de abertura com gotas grandes e trouxe refrescancia (existe essa palavra? criemos!) ao calor ardido. Saia eu de um caranguejo no Ver o Peso. O homem se aproximou e disse que era quilo que nós precisávamos comer. E ofereceu. Adivinhem? Eu fui certeiro: Pirarucu. Fantástico. O Tacacá do final de tarde tinha pouco jambú.
Mas o jambú que me encantou, me adormeceu a boca, enquanto eu adorava tudo em volta, foi na cozinha comunitária do grupo de agroecologia. Comendo embaixo da árvores enormes. lindo. O grupo tá no acampamento da juventude, onde só podia entrar quem estava cadastrado. Achei bom, porque em Porto Alegre teve muito problema de segurança. Mas na desatenção do vigia voluntário eu entrei. E em minha saída, lá pela uma da manhã, vi que a coisa já tava mais descuidada. Andando pelo acampamento - sempre uma das melhores coisas a fazer no fsm - fui entrando nas ruas ermas e caí na área agroecologica. que bom. Ela estava ao fundo do Acampamento Arco Iris pela Paz, um grupo pacifista lindo. Pensei nos meus filhos neste lugar. Sentei com eles na fogueira sagrada e fiquei lá, vendo a moça de boca larga cantar músicas indiana, shiva shiva shivaaaa, e outras que não conheço. Lembrei demais do Rainbow, acampamento da mesma linhagem que encontrei no MAha Kumbh Mella na India. Ali fiquei, em paz, por bom tempo.
Agora, dia 2, trabalhar um pouco, panfletar a atividade QUADROS, combinar a mediação que tenho amanhã sobre o ECA (nossa, me colocaram nessa, putz, não queria, mas agora sigo), encontrar pessoas, articular, tomar uma breja mais tarde...enfim, deixar o fsm rolar.
Mas é impossível ir-me sem falar do quão incrível e lindo era seguir pela av. pres. vargas, com a marcha, chuva comendo e olhar ao longo da longa avebnida a infinitude de mangueiras. de emocionar.
Mas o jambú que me encantou, me adormeceu a boca, enquanto eu adorava tudo em volta, foi na cozinha comunitária do grupo de agroecologia. Comendo embaixo da árvores enormes. lindo. O grupo tá no acampamento da juventude, onde só podia entrar quem estava cadastrado. Achei bom, porque em Porto Alegre teve muito problema de segurança. Mas na desatenção do vigia voluntário eu entrei. E em minha saída, lá pela uma da manhã, vi que a coisa já tava mais descuidada. Andando pelo acampamento - sempre uma das melhores coisas a fazer no fsm - fui entrando nas ruas ermas e caí na área agroecologica. que bom. Ela estava ao fundo do Acampamento Arco Iris pela Paz, um grupo pacifista lindo. Pensei nos meus filhos neste lugar. Sentei com eles na fogueira sagrada e fiquei lá, vendo a moça de boca larga cantar músicas indiana, shiva shiva shivaaaa, e outras que não conheço. Lembrei demais do Rainbow, acampamento da mesma linhagem que encontrei no MAha Kumbh Mella na India. Ali fiquei, em paz, por bom tempo.
Agora, dia 2, trabalhar um pouco, panfletar a atividade QUADROS, combinar a mediação que tenho amanhã sobre o ECA (nossa, me colocaram nessa, putz, não queria, mas agora sigo), encontrar pessoas, articular, tomar uma breja mais tarde...enfim, deixar o fsm rolar.
Mas é impossível ir-me sem falar do quão incrível e lindo era seguir pela av. pres. vargas, com a marcha, chuva comendo e olhar ao longo da longa avebnida a infinitude de mangueiras. de emocionar.
27.1.09
Homem de sorte
Cheguei a Belém. Consegui pegar o avião apesar da chuva caos em sampa cinzenta e feia.
E já estou na casa da família que me recebe, esquema " hospedagem solidária". Comi sal para arrumar lugar, mas me dei bem. Família simpática, casa localizada a um ônibus da UFPA. O Seu Agenor Pombo, dono daqui, é motorista de taxi e divide o carro com seu filho, que me esperava no aeroporto com plaquinha e tudo. Tratamento cinco estrelas. Esse menino é gente fina. E sua irmã me disse que ele segura a corda no Cirio de Nazaré. Isso é honra grande. Este Círio é uma celebração que quero ainda acompanhar.
Calor, meu quarto tem ventilador. Opção entre cama e rede, vou ficar com a rede.
Na longa mesa da cozinha eu falei do Tacacá e D. Dedé, a mãe, falou da maniçoba, huumm, me pareceu sensacional.
E já estou na casa da família que me recebe, esquema " hospedagem solidária". Comi sal para arrumar lugar, mas me dei bem. Família simpática, casa localizada a um ônibus da UFPA. O Seu Agenor Pombo, dono daqui, é motorista de taxi e divide o carro com seu filho, que me esperava no aeroporto com plaquinha e tudo. Tratamento cinco estrelas. Esse menino é gente fina. E sua irmã me disse que ele segura a corda no Cirio de Nazaré. Isso é honra grande. Este Círio é uma celebração que quero ainda acompanhar.
Calor, meu quarto tem ventilador. Opção entre cama e rede, vou ficar com a rede.
Na longa mesa da cozinha eu falei do Tacacá e D. Dedé, a mãe, falou da maniçoba, huumm, me pareceu sensacional.
22.1.09
21.1.09
Rumo a Belém

80 mil pessoas são esperadas em Belém. Ou mais.
Estou com medo de faltar tacácá. Vou levar umas barrinhas de cereais, na dúvida....
3.000 indios, a maior delegação da história do FSM.
Um amigo foi de ônibus até Fortaleza e agora desce de bike para Belém. Está no FSM 2 RODAS.
O Juanito está indo de ônibus. Passou por Salvador, encontrou o Luiz, partiu pra Recife. Disse que vai ficar em um acampamento Zapatista em uma ilha. Foi isso que entendi.
Eu sou careta, vou de avião na segunda.
Vejo a manchete na Uol "Secretaria de Saúde do Pará distribuirá 600 mil preservativos durante Fórum Social Mundial". E viva o boto!!!!
A OFICINA QUADROS esta marcada para sexta, dia 30, turno 2.
OBAMA e EU
Ainda nada vi, mas já li algumas notas. A viagem a Salvador não me deixou acompanhar a posse de Obama, daqui a pouco vou buscar o seu discurso no Youtube. Mas acordei cedo, fui logo comprar o jornal e li, entre outros, os comentários de Mario Sá Corrêa (O Eco), que sempre tem informações interessantes sobre o campo ambiental. Compõe, para mim, a trinca mais interessante de jornalistas ambientais, enfileirado ao lado de Washington Novaes (grande figura a quem tive o prazer de acompanhar na Jornada Literária de Passo Fundo em 2007) e Sérgio Abranches, que tem spots na CBN.Enfim, Sá Correa está lá comentando sobre o menu orgânico do banquete de inauguração do novo presidente. Um gesto bem político, me pareceu. E interessante é que ontem na revista do avião eu passei os olhos (confesso ter tido preguiça de ler) uma matéria sobre o Marcos Palmeira e sua fazenda de orgânicos, o que lhe rendeu o prêmio Trip Transformadores, que convenhamos é uma coroação muito mais festiva do que séria...mas tudo bem, viva as festas! Eu acabava de sair de uma reunião com um grupo que atua no setor de alimentos e eles comentavam sobre tendências orgânicas e sustentáveis em seus produtos. E, neste mesmo avião, eu lia uma frase de Bolaño, no sensacional Los Detectives Salvajes, já traduzido ao português, mas ando obcecado com a lengua hispanica e por isso busco originais, que dizia "coincidências não existem, mas sim fatalidades". O artigo de Sá Correa anotava que Alice Waters, "esquerdista culinária", quer agora convencer Obama a plantar uma horta nos jardins da Av. Pensivânia, 1600 (onde é isso? Casa Branca? Eu sei lá, mas creio que fica em Washington). Aí eu me encontrei com a possibilidade de ter saído na frente de Obama, pois no final do ano passado plantei uma micro horta em casa, de mais ou menos 1,5 m2, mas com intenções faraônicas. No pequeno espaço eu espalhei nove espécies, misturando hortaliças, temperos e grãos. Coloquei alface ao lado de milho, cebolinha embaixo de tomate. Pimenta amarela rodeada de cenouras. E muito mais. Está um carnaval absoluto, uma pequena floresta amazônica, mas dizem que do caos a ordem se estabelece. Eu aguardo. Se o Obama quiser, posso ir a D.C. lhe dar orientações básicas de como lidar com essa situação.
E viva Obama. Que tenha muita sabedoria!
16.1.09
Substantivo sonoro

Sensacional esta foto. Saiu de O esquema. Block party dos anos 70. Raiz total. O Sesc Santana vai fazer um evento por aí, nesse estilo ou algo que quer ser assim, no dia 25 de enero.
Eu vi e fiquei a fins de fazer uma Ipodarty. Abrir amplificadores possantes na rua, conectar o Ipod e soltar um som. A Av. Paulista é um bom lugar. O transeunte que quiser, conecta seu Ipod e solta o seu som. Cada um musicando a cidade com o que gosta. Bacana. O que será que ia rolar? Cara, daria um playlist curioso.
E para respeitar o novo acordo ortográfico do português, traduzo: Ipodarty: substantivo. Ipod (música)+ arte (inglês) com ameaça de trocadilho de party (festa). Sacou?
São Cristovão em guerra com Planeta dos Macacos

Diz que a notícia é séria, mas o título é insólito. Foi o amigo baiano que me falou.
"Rapaz, parece que a coisa tá feia, São Critovão tá em guerra com Planeta dos Macacos".
São Cristovão, o santo dos motoristas, gigante e forte, megalomaníaco, que serviu a Satanás e depois carregou o peso do mundo nas costas ao atravessar um rio, enfrentando o exército símio liderado pelo gorila Aldos.
A briga deve ser brava. No mundo real e cão, trata-se de peleja do tráfico entre duas facções rivais, que vivem nos bairros que levam estes nomes.
Mas para lá tenho que partir em minha nave pacífica, em clima baiano, sem armas, só vontade de comer acarajé e tomar o melhor frapê de côco do mundo, numa ribanceira no Pelourinho.
A trabalho em Salvador, na segunda pela manhã. Bate e volta, no estilo paulista. A ver como podemos entender São Cristovão. Arquitetar formas de se realizar investimentos privados por lá.
Sem pressa. Como diz o meu amigo baiano, mais uma vez, "na manha do gato".
14.1.09
Fragmentos paulistas
12.1.09
Lisérgicos

Começo a semana influenciado pelo sensacional Discofonia 73 - Lisergia, uma conversa entre os jornalistas Guilherme Werneck e Bruno Torturra sobre LSD. Um olhar sobre o novo movimento ao redor desta droga. "Nada daquela freakcolância que marcou os 70", afirma Gui. E claro, como é o discofonia, muito som. Ouvir este podcast, só agora, após o ano novo, me inspirou a resgatar o clássico mais clássico do Miles Davis, Bitches Brew. O som reina absoluto no meu Ipod, na verdade não, Razão de Sambar e Imunização Racional do Tim Maia do Brasil ainda andam tocando.... Mas o disco é maravilhoso, eu o ouvia muito lá por 2003, o álbum tem músicas que me remetiam a uma viagem que tive com ayuhasca (escutem "Feio" e notem os sons ao fundo!).
Eu tinha certeza que esse seria um ano de soul e suingue. Viva Tim Maia! Viva Miles Davis!
11.1.09
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