Na primeira noite a gente viu uma estrela cadente enorme, no deck pequeno onde o rio batia e a gente falava do trabalho.
Na segunda noite, saindo do deck onde o rio batia e a gente falava do trabalho, peguei um pedaço de folha, porque sempre o faço e quando cheguei na luz vi que ele trazia uma flor.
Na terceira noite quando saia do deck na beira do rio onde falamos do passeio da tarde, pra ilha dos passaros sem passaros, onde nadamos em águas muito escuras e o boto nos rodeou, olhei para cima e vi um circulo de luz enorme envolvendo a lua.
Depois no bar contaram que o rio tem piranha. E que quem nasceu lá nunca nada lá.
Depois fui embora.
Mas parei numa casa de estudantes em Manaus para sentar um pouco antes de pegar o avião. E tomei breja e escutei o pessoal falar do banho de rio do dia seguinte.
