28.7.08

Começar os ritos

Tempos de mudança. 35. E aí, o que eu tenho? Grana não, mas o que tenho? Quero ver.
Ritos.
Morte na família. Um sujeito impressionante. Mantem uma dignidade absoluta ao morrer. Incrível. Quero aprender com esse senhor. Agradeço, obrigado. Acendo uma vela. Falo um pouco sobre a morte com meu filho mais velho, que ainda é pequeno. E ontem ele via Charlie e Lola antes de dormir e o ratinho de Lola morria. Sincronicidades. Incrível.
Dias de ritos. Apesar de tudo, minha casa foi set de fotos de moda ontem. Moda para kids. Tinha uns 9 correndo por lá. Vi como sou nulo, zero, neste universo. E eu, o tosco e rude olhando para roupas e looks, maquiagens e cabelos. Mas não ousei dar opinião, isso ficava com o fotógrafo - meu irmão e a designer. Minha função era cuidar do almoço, do lanche, da distração. As fotos não sei se estão boas, mas todos comeram bem. O que sobrou de comida deu inicío à minha primeira experiência com composto orgânico doméstico. A idéia é alimentar uma horta que vamos fazer no quintal. Pelo que meu filho planeja preciso de um sitio para dar conta. Mas começamos.
Plantar. Ritos. Fashion. Looks. Morte digna. Pressão por aqui no trabalho.

25.7.08

?

Ele era alto e magro. Minha cabeça rodava com milhares de coisas. O que estou fazendo aqui? Olho pro teto. Giro. Tento me concentrar. Tanto, tanto, tanto. Um foco, ao menos. O esforço é infinito. O resultado é micro. Hoje falei com muita gente. Ouvi nãos, pode ser talvez, mas não conte. Tenho que parar, fazer outras coisas, trabalhar em outros projetos. Fim de tarde. Esperei o táxi da moça chegar, ela partiu, eu subi as escadas. Boa conversa. Tive novas idéias, odeio minhas idéias, não tenho como fazer mais nada. Nem xixi. Nada. Ficarei aqui, imóvel, o resto da vida. Me afogarei nesta cadeira desconfortável.

Comi carne no almoço, quase pedi coca cola. Mas não, resisti, fui de suco. Nunca tomei água, quase nunca. O dia passa, sempre, e me entupo de café. Café. Encho a xicara e ela esfria enquanto respondo e mails, falo ao telefone, xingo o mundo. Adoro palavrão, não há sinônimos educados que dêem conta de expressar o que eles dizem. Mas não os escrevo, apenas digo, falo.

23.7.08

Arjuna




E aí?
Vender o carro ou não vender? Com a grana eu pagaria dívidas. E com o que sobrar compro um fusca. O carro é ruim pra sampa, que exige veículos noinhas pra se cruzar as marginais. Mas com o fusca eu tiro onda, pelo menos. Terei um fusca com Ipod, um fuscão com som moderno.
Chego aos 35 sem grana, sem eira, mas com beiras. Filhos trazem beiras e levam granas. E aí? Me encheu o saco isso. Bonitinho ter ideologia, receber elogios de altruísta, solidário, desejo de justiça. Mas nenhum troco fica, não tem bônus no fim do ano. E 2008 me suga de exigências de construir projetos para quem sabe, um dia, talvez, alguém financiar ações em Rondonia ou com adolescentes em conflito com a lei ou outras. E nunca tenho tempo, sempre ocupado, sempre com trabalho e sempre sem remuneração. Na boa, cansei. To afins de um trampo com holerite, até bato cartão se precisar.
E ando há muito tempo na mesma organização, 10 anos. Na boa dá vontade de mudar. Ando conhecendo muita gente interessante para se trabalhar. Outras culturas, possibilidades, brigas. Vamos ver. Esse post esta a la Angeli em crise, os quadrinhos do cartunista mor.

14.7.08

O que vai e não volta

Tô estranho, tô irritado, acho que não estou entendendo nada. Não tenho paciência, meu tempo é outro. Ou então as coisas estão mesmo fora do lugar. Muito a fazer, é incrível, não cabe num dia, nem com a noite junto, nem sem almoço, nem com muito café. E trabalho feito louco, mas é só plantando, quando vou colher (?!) e a grana não entra e isso me deixa mais fulo da vida e meu banco me aumenta a cada semestre meu crédito do cheque especial. Me meti agora a criar comunidades. Que bela ingenuidade ideológica "companheiro". Uma é virtual, tem que alimentar, aquecer, ativar, etc etc etc. Mas meu tempo é outro, não me cabe contemplar, uma pena, é tempo de twitter, nem frases longas de blog cabem mais. Imagina um texto cabeção denso academico profundo? no chance. isso que me irrita, muitos no chances para o que é legal. E as comunidades não tomam corpo. Me acho um besta, idiota, querendo criar espaço para todos debaterem. Mas ninguém se mexe, responde a nada. Vou virar egoísta, vou sim, vou sim. Chega desse lance todo, de trabalho pro outro, altruismo, solidariedade. Sinto que só eu faço as doações meu irmão, o vetor nunca inverte, nada volta. Pi pi pi pi pi. Problemas. Pi pi pi pi pi. Vou aterrissar. Chega.

3.7.08

QUADROS no MUNDÃO!!!

O Blog dos Quadrinhos (http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br) soltou no dia 02.07.08 uma matéria bacana sobre QUADROS. É o método navegando em seus lugares, na educação, arte, psicologia, filosofia, desenhos, enquadros, desenroles...

E hoje tive um papo por telefone com as psicólogas da "Unidade de Internação Masculina Sentenciados" (Porto Velho - RO). Todas estão adorando usar o método, eu deixei lá, com Fabiana, um kit antes do lançamento oficial. Falaram que tá demais, disparando várias conversas com os meninos. Sensacional!

Agora, na boa, como que a unidade pode ter esse nome? Sentenciados! E é para ser um lugar sócio-educativo! Mas o moleque chega sentenciado, destinado marcado, escrito em pedra, marcado em brasa, como pode criar um novo olhar para o que está na sua frente? Na boa, não rola....Mas é Rondonia brother...

E na semana que vem a gente deve ir para um encontro com a Fundação CASA para apresentar o Método, conversar com 8 unidades! Caraca, 8 unidades! Vão bora, o duro é que a primeira apresentação que vamos fazer já é na pedreira mor, bem que a gente podia começar por um CEDECA aqui ou ali...mas...vãobora. Se a briga é boa, vãobora. E assim,voumeembora......