23.5.08

La fuerza que necesito


Com o que tenho pela frente, lembrei de Hanuman. Um dos deuses mais fortes do pantão hindu. Força física mesmo, no braço, quebra geral. Depois conto sua história, agora ando com pressa.

21.5.08

Não verás



Escrito em 1982 o livro é mais atual que nunca. Teve edição especial em 2007 para celebrar 25 anos. Agora sai em edição normal com orelha escrita pelo jornalista Washington Novaes que conhece profundamente a questão ambiental brasileira e mundial.

E hoje com o Magabeira Unger à frente das questões da Amazônia e ele todo enamorado do Blairo Maggi, o floresta killer, plantador de soja, mais as sete usinas hidrelétricas que o governo quer instalar na região norte, estamos muito próximos da extinção da floresta. Nesse assunto eu sou pessimista. Até compro brigas, mas acho que a mata acaba em algumas dezenas de anos.

Não Verás infelizmente está com tudo. Deixou a ficção e se tornou realidade. Caminhamos com um furo na mão....

13.5.08

Oz

Tempos atrás meu filho não queria comer. Não havia aviãozinho que desse conta. Olhei em volta e vi na sala peças Lego coloridas esparramadas pelo chão. Eram a minha última chance. Agarrei-as e as coloquei sobre a mesa. Pedro e sua prima se interessaram. Montei o caminho amarelo do Mágico de OZ e o espantalho, o homem de lata, o leão e a Dorothy conseguiram fazer as duas crianças encherem a pança.

E esses personagens ficavam nos rodeando, Pedro sempre queria saber mais. Nesse final de semana decidi comprar o filme, 1939, direção de Victor Fleming, clássico absoluto para a família. Passei sábado e domingo vendo e revendo a fita, porque as cenas com a bruxa ainda o assustam e ele pede que eu fique ao seu lado.

E me lembrei que anos atrás, bons anos atrás, eu e meu amigo Rodrigo Junqueira, que hoje trabalha no ISA (Instituto Socioambiental) em alguma pequena micro cidade do Mato Grosso encarando a "simples" tarefa de mediar conversas entre índios e fazendeiros (mas o sujeito é bom no assunto, já teve que deixar o sertão do Piauí, com vinte e poucos anos, por causa de ameaças de morte....), encaramos juntos uma oficina sobre planejamento estratégico para técnicos do ITESP (Instituto de Terras de SP).

E ele queria trazer um filme com função pedagógica. Sugeriu algum com o Sean Connery que me pareceu meio nada a ver, pelo menos eu não entendi as relações entre a película e nosso trabalho. Falei "relaxa, deixa comigo". E sei lá - ou não me lembro a razão- botei na mala "O Mágico de OZ". A noite, depois de um dia de trabalho, apresentamos a história de menina dos sapatos vermelhos numa pequena televisão, quase impossível ler as legendas, punk, o povo lutou contra o sono mas assistiu. Rodrigo não disse, mas queria me matar. E no dia seguinte nos metemos a forçar a barra com paralelos entre o caminho amarelo e o processo ou estratégias de um plano, entre o palácio do mágico e a missão e os objetivos e sei lá mais o quê...

Eu continuo como sempre fui, um pouco mais radical depois dessa experiência, sempre com muita dúvida e forte resistência a usar filmes nesses trabalhos. Não gosto, mesmo.

Mas o Pedroca continua encantado com a Dorothy.